O Brasil não é um país pobre. É um país que gasta mal o que tem, decide tarde o que precisa e adia o que poderia construir hoje. Temos terra, água, sol, vento, petróleo, minerais que o mundo disputa e uma geração jovem que quer trabalhar. Falta um projeto que atravesse governos.
O Movimento Brasil 2030 nasce para propor esse projeto. Não somos um partido político, não temos qualquer predileção por candidatos ou vínculos políticos de qualquer natureza. Temos ideias e ideais. Pedimos compromisso. Até as eleições de 2030, queremos que cada candidato, de qualquer partido, diga com clareza se apoia ou não cada uma das nossas dezessete bandeiras.
Partimos de quatro convicções. A democracia precisa representar melhor e custar menos. O Estado deve planejar e regular, e não se propor a realizar todas as tarefas, considerando a finitude dos recursos públicos disponíveis. Quem produz precisa de juros controlados, energia e transporte que caibam na conta. E a riqueza que o país extrai hoje pertence também a quem ainda não nasceu. É aí que entra o mais importante papel do Estado: pensar, orquestrar e balancear os mais diversos e plurais interesses da sociedade.
Recusamos qualquer tipo de polarização. Não existe escolha entre mercado e Estado, entre agro e indústria, entre crescer e ter responsabilidade. O país que queremos tem Estado forte onde ele é insubstituível, planejando, regulando e fiscalizando, e investimento privado para acelerarmos o desenvolvimento nacional, naquilo que não é de responsabilidade exclusiva do Estado, como a segurança pública.
Recusamos também o paradoxo da abundância: países ricos em recursos naturais que, depois de esgotá-los, ficam mais pobres. Petróleo e minerais críticos acabam. A renda que eles geram precisa virar patrimônio permanente, e não despesa do ano.
E precisamos olhar para quem vai construir esse país. Pelas projeções do IBGE, a população brasileira para de crescer em 2041. Queremos dar às famílias condições para que queiram ter filhos, trazer de volta nossos pesquisadores e atrair talentos do mundo que escolham o Brasil. Somos ricos por natureza: literalmente.
E a conta fecha. Cada bandeira faz o país produzir mais, e é o crescimento que vai reduzir o peso da dívida pública, sem tirar um real do que a Constituição garante como direitos e garantias sociais. Dívida menor significa juros menores, e juros menores significam mais investimento. Apoiamos a redução da desigualdade por meio de políticas públicas de qualidade: somente a educação transforma.
Este manifesto é um ponto de partida. Cada bandeira será detalhada em proposta técnica, com texto legal, impacto fiscal e calendário. Convidamos quem concorda, e quem discorda com argumentos, a participar. Assine. Compartilhe. Cobre.